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Salvando Florestas Tropicais da África Central
REDUÇÃO DA EXTRAÇÃO DE MADEIRA MUKAU & FLORESTAMENTO

Artigo Miti em resumo

O impacto da extração de madeira de florestas da Bacia do Congo e a crescente demanda por madeira de lei tropical, tendo árvores de mogno mais antigas como principal alvo. Árvores Mukau (Melia volkensii) plantadas pela Better Globe Forestry podem ser uma opção de sustentabilidade.

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O crescente aumento da quantidade comercial de mukau no leste da África apresentaria aos consumidores alternativas ao mogno e a outras madeiras de lei do Congo

Miti edição no. 25 pág 32-35 Janeiro-Março/2015

Miti entrevistou JOSHUA CHEBOIWO, PAULO CERUTTI e DENNIS GARRITY sobre a importância econômica e ambiental do plantio de mukau. Abaixo estão trechos da entrevista:

Quão importante é o volume de importações de mogno do Congo na África Oriental?

Cheboiwo: É muito importante para Uganda e Quênia, porque os dois países restringiram a exploração madeireira em florestas indígenas, bloqueando, por tanto, o acesso aos mercados locais de madeiras de lei. Isso é mais grave para o Quênia, dada a dimensão do seu mercado para a madeira de lei e ao acesso mínimo aos materiais locais.

As importações têm aumentado por diversos motivos. Um, com a melhoria das condições econômicas, há um aumento na preferência por móveis de madeira e acessórios. Dois, há um setor imobiliário crescendo e o gosto por materiais exóticos está se expandindo para além das áreas tradicionais de Nairobi e Mombasa, para Eldoret, Kisumu, Nakuru e outras cidades. Há uma demanda não atendida para uma crescente classe média por mobílias feitas de madeira de lei, algo que não era significativo há cerca de 10 anos atrás.

Cerutti: Eu acho que depende do que é considerado "mogno", mas nossos dados mostram os percentuais na Figura 1.

Espécies exportadas da fronteira leste da República Democrática do Congo

Figura F1: Espécies exportadas da fronteira leste da RD do Congo (percentual)

Quanto tempo essas árvores de floresta tropical levam para atingir a maturidade?

Cheboiwo: As árvores que estão sendo cortadas podem ter 400 anos de idade e não levam menos de 80 anos para atingir a cor e os tamanhos desejados para corte.

Cerutti: Para a Sapele (Entandrophragma cylindricum), que é uma que conheço bem, as árvores florescem aos 35 - 45 anos de idade e a produção de frutos começa quando o diâmetro do tronco está acima de 50cm. Contudo, existe uma grande variedade, uma vez que as árvores estão espalhadas por uma grande área - da Costa do Marfim a Uganda. Em todos os países que conheço, o corte é recomendado quando o diâmetro estiver bem acima dos 50cm. Em Camarões, o diâmetro mínimo recomendado é 100cm, no Congo é 80cm.

Que outras espécies são extraídos da floresta tropical do Congo Oriental e qual é a importância relativa do mogno?

Cheboiwo: As principais espécies destinadas aos mercados leste-africanos são a gama de madeiras vermelhas Entandrophragma spp e Khaya anthotheca que são agrupadas como mogno. O mercado do Sudão do Sul é dominado por espécies de madeiras brancas que incluem nongo branco (Albizia ssp) e nkalati (Aningeria e Chrysophylla). Um pouco de mvule (Milicia excelsa) e mvule falso (Antiaris toxicaria) entram no Quênia, não especificamente vindas da República Democrática do Congo, mas de Uganda e Tanzânia.

Outras espécies incluem Cordia abyssinica, Fagara microphylla e Pericopsis alata que raramente chegam ao Quênia.

Que impactos essa extração tem sobre a floresta tropical, outras espécies, e outras atividades como a mineração?

Garrity: Degradação e completa transformação das florestas. As estradas construídas para acessar as áreas de exploração levam a mais degradação ainda, uma vez que as pessoas se mudam e passam a morar na floresta. Assim, a extração também leva à abertura das florestas para assentamento.

Cheboiwo: Com base nas informações disponíveis, a floresta da RDC cobre 156 milhões de hectares e tem a capacidade de produção de 3 milhões de metros cúbicos de madeira por ano. O leste africano importa legalmente apenas cerca de 70.000 metros cúbicos e, por fora disso, o Quênia cerca de 50.000 metros cúbicos. Ainda se incluirmos os recursos ilegais, isso pode não passar dos 100.000 metros cúbicos. Essa é uma demanda escassa para um impacto negativo sobre a estabilidade das florestas da RDC se uma gestão prudente e sustentável das tecnologias florestais e de transformação forem adotadas.

No entanto, com a crescente demanda, nós podemos precisar envolver parceiros como a RDC para estocar recursos florestais e corte sustentável. Isso garantiria abastecimento sustentável sem impactar negativamente o ambiente da floresta e sua capacidade de fornecer serviços cruciais para o futuro.

Cerutti: Não há dados suficientes específicos para a RDC, e em particular para as florestas do leste, para determinar os impactos atuais de extração. Devido a duas principais razões. Uma, foi só no ano passado – 2014 – que o governo do Congo começou a aprovar planos de manejo para algumas das concessões madeireiras na parte oriental do país. É somente seguindo as operações florestais com os dados presentes nesses planos de gestão (inventários, índices de crescimento, índices de corte, etc.) que, a médio e longo prazo, um melhor conhecimento sobre os impactos da extração pode ser aferido.

Dois, a maioria das estatísticas que temos registro dos dados de exportação de madeira que NÃO tenham sido extraídos de concessões madeireiras (com ou sem planos de gestão), mas de operações de pequeno e médio porte, ocorrem sem seguir as prescrições de um plano de gestão. Quando comparado a outros países da África Central para os quais temos dados recentes (veja www.cifor.org/pro-formal), parece que tais operadores de pequena escala no Leste da RDC ainda são capazes de encontrar árvores com diâmetros muito grandes em que eles podem obter melhores taxas de custo/benefício. Isso poderia ser uma indicação de que, pelo menos em termos de disponibilidade dos recursos, os impactos são ainda moderados.

No entanto, o problema é que ninguém (público ou privado) está registrando esses impactos, não apenas porque os cortes ocorrem largamente de maneira informal, mas também porque isso ocorre sobre grandes porções de terra que são difíceis de controlar.

Por dentro da floresta tropical

Vigas de madeira extraída da floresta e trazidas à beira da estrada para o transporte para o mercado. (Photo: Paolo Cerutti)

Esse corte ilegal em florestas tropicais está relacionado com o financiamento de conflitos civis no leste do Congo?

Cerutti: Eu prefiro corte “informal” a “ilegal” porque muitas das pessoas com que trabalhamos em florestas do leste da RDC não estão cobertos por uma lei adaptada às suas necessidades e à natureza de suas operações. As leis florestais na bacia do Congo, em geral, mantêm um foco em operações industriais, grande escala, orientado a exportação, e elas não estão adaptadas às operações artesanais ou de pequena escala que servem largamente o mercado madeireiro do leste da África.

Nós não estamos realizando pesquisas com o objetivo específico de avaliar se o corte está relacionado com o financiamento da guerra civil, então a resposta a esta pergunta é "eu não sei."

Cheboiwo: Semelhante a outros recursos naturais que incluem minerais e madeira, tem se tornado tão comum que pode ser facilmente transformado em dinheiro por grupos armados para financiar suas operações.

Quão sustentável é a extração de madeira atual nas florestas tropicais do Congo Oriental?

Cheboiwo: Pergunta difícil de responder, dado que não estão disponíveis inventários e as extrações anuais para contabilizar o estoque e fazer projeções. Contudo, madeiras valiosas de fontes seguras estão se tornando escassas na região de fronteira com o leste da África e madeireiros estão se mudando para o oeste mais profundo em áreas inacessíveis. Isso é um sinal do crescimento da escassez que pode apontar para a falta de práticas sustentáveis atualmente. Também há falta de infraestrutura adequada, patrulhas e mão de obra qualificada para realizar alguma forma de racionalização na gestão florestal em direção a caminhos sustentáveis.

Cerutti: A resposta curta é “ninguém sabe”, apesar de, pelo menos em alguns lugares, por exemplo ao redor das maiores cidades como Kisangani no Leste ou na Província de Kivu do Norte, existem, de fato, indicações preliminares que o corte de árvores tem crescido muito nos últimos anos, amplamente ligado com o crescimento da população e suas necessidades de construção e infraestrutura.

E é claro, não deveríamos esquecer que uma das maiores restrições ao corte de madeira é a qualidade de infraestrutura, como estradas, por exemplo. Devido aos enormes investimentos que o Leste da África está fazendo em estradas e na contrução de rodovias e os prospectos de melhoria nas redes de comunicação durante a próxima década, eu acho que a necessidade de monitoramento (ou regulamentação) do que acontece naquelas florestas é ainda mais urgente. Para o momento, nossos dados indicam que a Província de Kivu do Norte é totalmente afetada e as derrubadas estão se afastando de áreas saturadas pela exploração em Kivu do Norte para a Província Oriental (veja o mapa).

Mapa da RDC Oriental

Mapa da RDC Oriental mostrando (em vermelho) concessões cadastradas para exploração florestal. As fronteiras da Província de Kivu do Norte estão visíveis. Ao norte dela é a Província Oriental, para onde os madeireiros estão se mudando, depois de esgotar a maior parte de Kivu do Norte.

Existem formas de conter a destruição da floresta Africana Central?

Cheboiwo: Sim, garantindo propriedade. Atualmente existe sobreposição de propriedade e reivindicações entre as comunidades, clãs, indivíduos e agências públicas. Há uma necessidade urgente de reformas do setor florestal para incluir procedimentos transparentes, participativos e simples para concessões e licenças. Há necessidade de mais financiamento para a compra de equipamentos, instalações e contratação e treinamento de mão de obra para realizar a gestão e supervisão das operações do setor.

Garrity: Sim. Uma série de coisas. Uma: devem haver controles e regulamentos sobre as concessões de modo que grandes florestas não sejam cortadas.

A outra maneira de conter a destruição é desenvolver o cultivo e processamento de Melia volkensii (mukau), a qual é uma boa substituta para o mogno de floresta tropical. Desde que haja demanda por mogno de alta qualidade, Melia precisa ser cultivada em grande escala. Isso é possível e é uma visão compartilhada com a Better Globe Forestry e ICRAF.

Precisamos tanto apoiar agricultores de mukau em pequena escala, quando plantar Melia em larga escala. Isso eventualmente reduzirá a demanda por madeira de mogno de florestas tropicais uma vez que haverá alternativa. O apoio aos agricultores de pequena escala vai trazer receitas adicionais para o país, elevando os padrões de vida.

Cerutti: Por enquanto, eu não falaria sobre "destruição". As derrubadas estão de fato ocorrendo em um ritmo que aumenta com o crescimento da população e das necessidades, mas as taxas de desmatamento permanecem comparativamente baixas na RDC. Uma rápida visita a Gana ou Costa do Marfim, ou Quênia nesse caso, ou um clique em um mapa virtual na web, ajudaria a demonstrar a diferença. No entanto, a demanda, tanto nacional quanto regional, vai crescer, especialmente após o desenvolvimento da infraestrutura. Cerca de 20 a 30 anos, Gana e a Costa do Marfim acreditavam que suas florestas durariam para sempre. Mas isso não aconteceu.

Então, quando perguntado sobre a contenção de tal destruição, gostaria de colocar no topo da minha lista a sugestão de planejar com antecedência e monitorar o uso e cobertura da terra, duas coisas que atualmente não são feitas na RDC. Sem um plano claro de, digamos, onde queremos que as nossas florestas estejam nos próximos 20, 30 ou 50 anos e como queremos que elas sejam gerenciadas (ecologicamente, economicamente e socialmente), contudo, é difícil imaginar por quê as pessoas parariam de extrair recursos que lhes proporcionam muitos meios de sobrevivência necessários.

No caso da RDC Oriental e da madeira exportada para o Leste da África, as coisas são complicadas pelo fato de que a oferta e a procura estão localizadas em diferentes países, e eu acredito que devem ser feitos esforços supranacionais para tentar chegar a soluções regionais para o que eu acredito ser um problema regional.

Como você descreveria a Melia volkensii (mukau)?

Cheboiwo: É uma espécie valiosa de madeira de terras áridas que pode substituir importações de madeira da Província Central e de Rift Valley, e oferece diversificação nas explorações para os que habitam em terras áridas. Pode também fornecer soluções baseadas em economia verde para a conservação ambiental e atenuação das alterações climáticas.

Alguns têm chamado o mukau de o mogno das terras secas do leste da África - essa é uma descrição correta?

Cheboiwo: Sim, ele tem as características de madeira vermelha desejadas para o mogno. Com marketing inovador, ele pode penetrar o mercado do consumidor final em áreas urbanas para mudar os gostos dos consumidores. No Quênia, nos anos 1960, usuários madeireiros estavam relutantes em aceitar ciprestes e pinheiros como substitutos para as espécies indígenas. Além disso, há alguns anos, o eucalipto era considerado madeira de qualidade inferior. Hoje, ele serve cerca de 70 por cento da madeira usada no oeste do Quênia.

Uma pesquisa recente da KEFRI sobre a demanda do mercado para a madeira mukau mostrou esmagadora demanda que não poderia ser compensada pela oferta e há, portanto, necessidade de desenvolver a oferta para garantir aos usuários fornecimentos consistentes.

Garrity: Mukau é bem adaptado para terras secas – ele cresce rapidamente sob condições sêcas. E ele produz uma madeira de mogno de alta qualidade.

Quanto tempo o mukau leva para amadurecer?

Cheboiwo: O mukau pode levar menos de 20 anos. E em bons sítios, ele pode alcançar tamanhos que podem oferecer vigas de tamanho médio aos 10 anos.

Potencial comercial de um mogno de terra seca queniano, mukau - Melia volkensii

Dennis Garrity (centro) discutindo o potencial comercial de um mogno queniano de terra seca, mukau (Melia volkensii) com Jan Vandenabeele, o Diretor Executivo da Better Globe Forestry, e Erick Otieno, um interno do ICRAF (abraçando a árvore) em uma fazenda no Condado de Kitui. (Foto: BGF)

Que efeitos o plantio e produção de mukau poderia ter sobre as florestas tropicais da África Central?

Garrity: Isso poderia reduzir a demanda de madeira de florestas tropicais. Poderia substituir a importação de mogno e tornar a madeira mais barata para os compradores.

Cerutti: É difícil saber com antecedência. Dados do CIFOR sobre o Quênia, Uganda e Tanzânia indicam que comerciantes madeireiros, corretores e vendedores de madeira de origem na RDC têm uma longa lista de queixas sobre a dificuldade de seu trabalho: o tempo que leva para atenderem as encomendas, e se receberem, a qualidade do produto que recebem, e a quantidade de pagamentos informais ao longo da estrada, entre outras queixas. Todas essas contribuem para aumentar o preço da madeira no mercado final.

Em teoria, todas as outras coisas sendo iguais (e elas raramente são), se o mesmo mercado pudesse ser atendido por uma espécie que é aceitável pelo consumidor final como substituta ao mogno da RDC, entregue em boa quantidade e qualidade, e com preços de transporte muito menores, comerciantes iriam preferir negociar madeira local em vez de passar pelas dificuldades para conseguí-la da RDC.

O fornecimento de mogno de boa qualidade e bem amadurecido de Melia volkensii poderia ter uma influência sobre um gerenciamento sustentável e melhor das florestas tropicais da RDC?

Cerutti: Esta é uma pergunta muito difícil de responder. Uma coisa que pode ser dita, no entanto, é que por ora, o gerenciamento sustentável das florestas da RDC estão inteiramente nas mãos do governo da RDC e na qualidade das leis que eles decretarem (e seus esforços), assim como nas mãos das empresas industriais madeireiras e moleiros artesanais e o jeito que eles respeitarão essas leis. Existem muitas espécies cortadas na RDC e o mogno é apenas uma delas, embora muito importante.

Apenas uma implementação abrangente do código florestal, com suas exigências de inventários florestais, planos de gestão, retirada de terras, etc. poderá garantir, qualquer que seja a espécie extraída e o mercado atendido, que a madeira foi extraída de forma responsável.

A produção de mais Melia volkensii no Quênia seria um fator comercial que os produtores na RDC teriam que considerar. Isso eles certamente iriam, talvez produzindo menos mogno, talvez mais e de melhor qualidade, mas a coisa que gostaríamos de ter certeza, é que a produção ocorreria de forma sustentável.

Vigas de madeira - mogno

Dentro da República Democrática do Congo (RDC). Vigas de madeira (muito semelhantes ao mogno) empilhadas no mercado de Mpondwe/Kasindi, aguardando por comprador. (Foto: Joshua Cheboiwo - KEFRI)

O que você quer dizer com “evergreen agriculture” (agricultura sempre verde)?

Garrity: Integração de árvores na produção de alimentos. “Evergreen Agriculture” é uma visão para agricultura que inclui não apenas safras anuais, mas também árvores cultivadas para lenha, frutas ou bio-fertilizante. É o que era anteriormente chamado de inter-safra. É um tipo de sistema agroflorestal – árvores são plantadas diretamente no campo com o cultivo de alimentos.

As árvores plantadas devem ser cuidadosamente escolhidas e plantadas com espaçamento adequado tanto para as árvores quanto para os cultivos alimentares. A copa das árvores tem de ser cuidada de forma eficiente para obter o máximo de luz solar para os cultivos alimentares.

A Melia volkensii pode ter seu lugar entre as espécies adequadas para a “agricultura sempre verde”?

Garrity: Absolutamente. Isso tem sido demonstrado em Kiambere e Kibwezi. As árvores se tornam um ativo – agregando valor ao agricultor – como uma conta bancária.

Qual o futuro que você vê para o mukau?

Garrity: A Better Globe Forestry, KEFRI, ICRAF, e Miti têm uma visão compartilhada para produção de mukau. Queremos produzir mukau e torná-lo uma indústria em grande escala apoiando os pequenos agricultores em terras áridas. Olhe para o exemplo de Java na Indonésia onde eles plantaram 1 milhão de hectares de teca (Tectona grandis). O país se beneficia.

Do mesmo jeito, se plantarmos mukau em larga escala e apoiarmos agricultores em terras áridas no cultivo da árvore, isso seria uma fonte de renda em áreas que não oferecem muitas oportunidades para os agricultores. Isso melhoraria a economia das áreas e, posteriormente, a economia do país.

Precisamos espalhar a consciência do potencial da madeira mukau - os políticos precisam conhecer. É uma ótima oportunidade para o Quênia. Para isso, estamos organizando uma conferência em agosto de 2015 para processadores de madeira, KFS, KEFRI, investidores, pessoas que fazem mobilias e outras partes interessadas. Precisamos falar sobre a criação de uma indústria em torno de uma grande árvore queniana.

Precisamos abordar a urgência de criar uma indústria madeireira para o mukau, pois será um grande impulso para a economia. Precisamos agir com urgência porque o mukau está se tornando uma espécie em extinção. Há muito poucas árvores-modelo restantes. Precisamos de uma cooperação do setor público e privado para desenvolver sementes de qualidade.

Madeira pronta para venda na República Democrática do Congo

Mais madeira pronta para venda na República Democrática do Congo. (Foto: Joshua Cheboiwo - KEFRI)

Joshua Cheboiwo é Vice-Diretor de Socioeconomia, Política e Governança, Kenya Forestry Research Institute (KEFRI) - Instituto de Pesquisa Florestal do Quênia
Email: [email protected]

Paulo Cerutti é um Silvicultor, Analista IS & RS, Programa de Governança e Florestas, Centre for International Forestry Research (CIFOR) - Centro de Pesquisa Florestal Internacional
Email: [email protected]

Dennis Garrity é Embaixador em Terras Áridas, Convenção das Nações Unidas para Combate à Desertificação
Email: [email protected]

Saiba mais sobre a Revista Miti.

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